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terça-feira, 2 de julho de 2013

[Nelson Mandela] Legendário líder sul-africano é grande amigo de Cuba e de Fidel Castro










E
ntre as poucas coisas positivas que a colonização britânica deixou na África do Sul é que o menino nascido como Rolihlahla Dalibhunga Mandela foi renomeado Nelson por obra e graça de uma mestra inglesa. Havia sido muito difícil pronunciar seu nome e sobrenome familia original da etnia xhoza.

O garoto estudava em tempo integral e foi um dos primeiros advogados negros quando a África do Sul racista não permitia esses luxos, logo reforçado pelo "legal” apartheid imposto pelas autoridades racistas do Partido Nacional.

Inclusive, quando foi preso, onde esteve durante tantos anos, continuou estudando leis à distância, mesmo quando seu discurso já não consistia em códigos legais, mas no apoio à luta do Congresso Nacional Africano (ANC, em inglês) e seu braço armado, Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação).

Na época, ele purgava uma condenação a prisão perpétua, em Robben Island; era o preso número 466/64 que olhava o horizonte, quando o permitiam, nessa prisão mar adentro, a 11 quilômetros da Cidade do Cabo.

Hoje, tem 94 anos e cumprirá 95 (caso resista), no próximo 18 de julho. Desde o dia 8 de junho está internado devido a graves complicações pulmonares e renais. O presidente Jacob Zuma, que suspendeu uma viagem a Moçambique para estar próximo ao enfermo, declarou que a situação é sumamente complicada. Mandela está morrendo e essa circunstância volta a acusar ao ditatorial apartheid contra o qual lutou por toda a sua vida, visto que as enfermidades pulmonares que o atingiram vêm desde seus tempos de preso e nunca foram devidamente atendidas.

O histórico personagem pode morrer a qualquer momento. Será uma grande pena. Por isso, há ainda mais motivos para ressaltar alguns traços daquele que, através de seu exemplo, vai perdurar.

A história completa

Após a libertação de Mandela, em fevereiro de 1990, e com os avanços do ANC rumo ao poder, ganhando as eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte, em 1993, e, em seguida, a presidência do país (1994-1999), sua figura subiu para o topo das preferências dos povos.

Nessas condições, até seus inimigos mais pérfidos chegavam a ele para partilhar de suas conquistas, como o último presidente racista , Frederik de Klerk, nominado junto ao ex-preso para receber, em 1993, o Prêmio Nobel da Paz.

Curiosa academia que, quando deve premiar a um revolucionário ou anti-imperialista, o faz colocando ao seu lado um inapresentável. Da mesma maneira aconteceu em 1973 com o presidente vietnamita Le Duc Tho, quando levou consigo o criminoso Henry Kissinger e, anos mais tarde, com Yasser Arafat, distinguido juntamente com Simon Peres e Yitzhak Rabin.

A verdade é que na luta mais dura do ANC e com seus dirigentes presos, em seguida condenados no processo de Rivonia, que acabou levando-os à prisão de Robben Island, a solidariedade com aqueles vinha de Cuba, da URSS, da China e dos países socialistas, dos partidos comunistas e movimentos de libertação do Terceiro Mundo, como o MPLA, de Angola; o Frelimo, de Moçambique; as organizações da Namíbia etc. Do Primeiro e do Segundo Mundo, pouco ou nada... Em 1980, quando o preso número 466/64 levava dezessete anos atrás das grades, a ONU pediu sua libertação.


Texto completo em  http://www.adital.com.br

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