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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Ana de Hollanda, ministra da Cultura
Juliana Nepomuceno *
Adital -
A cantora e compositora Ana de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita Dilma Rousseff para ser a nova ministra da Cultura. Ela será a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério da Cultura, concretizando o desejo anunciado por Dilma de ter mais mulheres em cargos de chefia na Esplanada.
Ana de Hollanda esteve em uma sala de reuniões do edifício do BNDES para sua primeira coletiva de imprensa após o anúncio oficial feito pela equipe de transição. O encontro aconteceu na manhã da terça-feira (22), no Rio de Janeiro.
Na conversa, a futura ministra falou de suas prioridades de gestão e se revelou ainda surpresa com o convite que recebeu da presidente eleita. Ana também reconheceu a qualidade da gestão iniciada por Gilberto Gil e continuada por Juca Ferreira, e destacou especialmente o trabalho realizado em regiões do Brasil onde anteriormente o MinC não atuava. Ela também assegurou que pretende dar continuidade a uma série de políticas culturais já implantadas e destacou a importância da criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da implementação dos Pontos de Cultura como exemplos de ações de fortalecimento da política cultural no Brasil.
"O MinC tem dado prioridade em atender classes desfavorecidas, o que tem proporcionado um grande trabalho de inclusão social. Pretendo aproveitar essas ações e manter a Cultura como fator de inserção social", disse Ana de Hollanda. "Não quero interromper este trabalho bem feito que tem sido desenvolvido pelo Ministério da Cultura, mas é evidente que cada gestor tem uma visão e vai dar suas prioridades ao que achar necessário", completou.
Para a futura nova ministra, o centro da cadeia produtiva está na área da criação e destacou que pretende desenvolver um trabalho maior de fomento e difusão dessa área, passando pela música, o cinema, as artes plásticas, o circo, o design, o teatro, a dança, entre outras áreas. Ela também revelou sua preocupação com a diversidade cultural brasileira e pretende trabalhar em parcerias com os diversos setores, focalizando também na integração entre os ministérios.
Quando questionada pelos jornalistas sobre as reformas da Lei dos Direitos Autorais e da Lei Rouanet, Ana de Hollanda afirmou que essas questões continuarão sendo discutidas pelo Ministério da Cultura e acompanhadas por especialistas do setor, que analisarão o que deve ser mantido ou alterado ao longo de sua gestão.
Ana defendeu ainda a inserção da Cultura como fator relevante para elevação do nível social e de conhecimento do brasileiro, e que isso deve ser feito tanto por meio do consumo como da participação criativa. "A cultura é uma necessidade do ser humano prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o que naturalmente demonstrará a necessidade de mais verbas para esse setor", declarou.
Trajetória
A Cultura sempre teve uma presença forte na vida de Ana de Hollanda, que vem participando de discussões do setor há pelo menos 30 anos.
Trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes), entre 2003 e 2007, quando teve a oportunidade de reavivar o Projeto Pixinguinha. Na Funarte, Ana de Hollanda também participou do projeto de criação das Câmaras Setoriais e coordenou a Câmara Setorial de Música.
Nos últimos três anos, ela fez parte da diretoria do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.
* Comunicação Social/ MinC
domingo, 2 de janeiro de 2011
De Lula para Dilma: passagem da faixa conclui a posse da presidenta
Fonte:www.cartacapital.com.br
Após assinar o termo de posse e discursar no Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff foi encontrar, pela primeira vez, um Luiz Inácio Lula da Silva com o título de “ex-presidente”. No meio da tarde deste sábado 1, a presidenta passou em revista as tropas das Forças Armadas e, escoltada pelos Dragões da Independência, subiu a rampa do Palácio do Planalto para receber a faixa presidencial.
Leia também: Dilma toma posse: “Sou a presidenta de todos os brasileiros”
Milhares de pessoas aguardavam na Esplanada dos Ministérios para acompanhar a transmissão do cargo de Lula para Dilma. O ex-presidente teve um destaque especial no discurso de posse que a presidenta fez no Congresso, sendo citado como “um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar mais em si mesmo e no próprio país”.
Já sem chuva em Brasília, Dilma pode finalmente desfilar no Rolls Royce presidencial sem a capota, e foi saudade pela multidão que acompanhava a cerimônia. A filha da presidenta, Paula Rousseff, desfilou a seu lado. O encontro entre Lula e Dilma no momento da transição foi emocionado. Sob muitos aplausos do público, o ex-presidente entregou passou a faixa. Após ouvirem o hino nacional juntos, Dilma discursou.
Dilma falou sobre o legado que recebe do presidente: “Eu estou muito emocionada pelo encerramento do mandato do maior líder popular que este país já teve. Conviver todos esses anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado pelo seu país. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade”.
Citando trechos do discurso que fez antes no Congresso, a presidenta continuou afirmando que pretende seguir os passos do antecessor: “Eu saberei honrar este legado e saberei consolidar e avançar nesta obra de transformação do Brasil. A vontade de mudança do nosso povo levou um operário à presidência do Brasil. Seu esforço, sua dedicação e seu nome já estão gravados no coração do povo, o lugar mais sagrado da nossa nação”.
A presidenta também prestou mais uma homenagem ao vice-presidente José Alencar, impedido de ir à posse por problemas de saúde. “Que parceria fizeram Lula e José Alencar. Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles”. Dilma voltou a valorizar a conquista de uma mulher chegar à presidência: “”A valorização da mulher melhora a nossa sociedade e valoriza a nossa democracia”
Muito aplaudida, ela se emocionou ao citar a luta contra a ditadura e pediu o apoio de todos na condução do país: “Foi por não acreditar que havia o impossível que o presidente Lula fez tanto pelo país nestes últimos anos. Sonhar e perseguir os sonhos é exatamente romper o limite do possível”.
Encerrado o discurso, Dilma retornou ao palácio para mais cumprimentos. Ela voltou à parte externa do palácio para descer a rampa com Lula, que seguiu para a Base Aérea de Brasília a caminho de São Paulo, onde visitaria o vice-presidente José Alencar, internado no hospital Sírio-Libanês. Após a visita, agora ex-presidente seguiria para o seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC. Dilma permaneceu em Brasília para dar posse aos ministros.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Nunca antes, e nem depois, na história desse país, teremos um Presidente como Lula..
Fonte:osamigosdopresidentelula.blogspot.com
Até logo Lula!Lula acena ao se despedir do Palácio do Planalto, no último dia de seu mandato
Lula se despediu de servidores do governo e do Palácio do Planalto. Em seu discurso, o Presidente brincou e disse que pode simplesmente "sair correndo" e se recusar a entregar à sua sucessora a faixa presidencial. Lula também exaltou as conquistas para o Brasil durante os seus dois mandados.
"Eu penso que vocês poderão dizer - e agora sem nenhuma modéstia, com orgulho - que participaram de um momento histórico deste País (...), em que a autoestima do povo mudou, a vida do povo mudou, mesmo sabendo que ainda tem muito para fazer. Porque a gente não consegue mudar em oito anos os desmandos de 500 anos, a gente não consegue, vai precisar mais alguns anos para que a gente possa consolidar", disse Lula emocionado.
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